O amor mencionado nos capítulos 12 (versos 9-21) e 13 (versos 8-10) tem como prova a aceitação do irmão fraco na fé, 14.1-5. A postura amorosa é de não discutir. O irmão fraco tem questões e restrições, tais como comida e dias especiais. O amor preserva assim a unidade, pois leva à aceitação mútua.

O grande princípio é este: É o Senhor quem julgará cada um, 14.6-12. E ele julgará quem faz o irmão cair. Então não se deve causar tropeço pelas atitudes e práticas, 14.13-21. Fazer tropeçar e entristecer o irmão significam destruir a fé do outro, vv. 13, 15, 20-21.

Se a questão não é assunto de fé, isto é, assunto sobre o qual a Palavra de Deus dá orientação, então “deve permanecer entre você e Deus” v. 22. Paulo pronuncia bênção sobre quem tem conhecimento e não se condena naquilo que pratica, v. 23. Mas quem duvida alguma questão não deve se deixar levar pela liberdade do outro. Se fere a consciência, não deve praticar, pois não poderá com fé; “e tudo o que não provém da fé é pecado” v. 24.

Comentário de 14.17-18

A questão sobre alimentos e dias especiais é resolvida ao considerar a natureza do Reino de Deus. Este não se resume em práticas externas, como comida e bebida, mas sim em condições do interior: justiça, alegria e paz. Justiça é um tema importante da carta. Recebemo-na de Deus por meio de Cristo. Alegria também é nota tônica, 4.6, 7, 8, 9; 12.8, 12, 15, 17; 15.10, 13, 26, 32; 16.19, mesmo nesta unidade, v. 22. A paz é resultado da justificação por parte de Deus, 5.1, e todo o capítulo 14 trata de como manter a paz por ele concedida.

Tudo isso é obtido por estar no Espírito Santo. Por meio dele temos acesso de toda a bênção divina. Ele é o Espírito da santidade por meio do qual Jesus “foi declarado Filho de Deus com poder” 1.4. Mediante o Espírito também os seguidores de Cristo são santificados e colocados em posição privilegiada.

Aquele que assim serve a Cristo. Paulo foi designado com servo, 1.1. Se até a autoridade é “serva de Deus” 13.4, 6, não deve também ser o seguidor do Senhor? O servo deve agir de forma a sempre ser recomendado, 16.1. Se servimos a Cristo, não seguimos nossas preferências em detrimento ao próximo. É agradável a Deus. O servo é sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, 12.1. Ele sabe o que Deus quer e o persegue. E aprovado pelos homens. Quem serve aos outros sem insistir em suas preferências conquista a aprovação dos outros e se torna conhecido como quem preza a paz e a unidade.