Paulo nega que Deus tenha rejeitado o povo de Israel, pois ele mesmo faz parte do Israel segundo a fé. E a resposta de Deus a Elias mostra que Deus tem ainda hoje um remanescente escolhido pela graça, 11.1-6. Citando Moisés e Davi, Paulo afirma que Israel segundo a carne não conseguiu o que desejava, mas os eleitos o obtiveram, 7-10.

Usando a figura de ramos enxertados, Paulo exorta os gentios a não se gloriarem contra os judeus que rejeitaram a Cristo. Sua rejeição significava riqueza para os gentios, 11.11-24. Deus faz com que sua rejeição resultasse em aceitação da parte dos gentios. Mas Deus pode ainda recebê-los de volta como seu povo, se há mudança de atitude da parte deles. Desta forma, os convertidos entre os judeus e os gentios formam a plenitude do povo de Deus, 11.25-32.

Pensando no grandioso plano de Deus, Paulo é levado a fechar esta unidade com uma exclamação de louvor a Deus, 11.33-36. Se ele começou triste pensando na rejeição dos judeus, ele termina louvando ao Senhor pela sua sabedoria e pelos seus caminhos. Deus não está recompensando ninguém que o tenha dado conselhos, mas tudo partiu dele.

Comentário de 11.22

Paulo advertiu os gentios a não serem orgulhosos por terem aceito o evangelho quando a maioria dos judeus lhe rejeitou, 17-18. Também os alertou que podiam ser cortados fora, e assim devem temer, 20-21.

Portanto. Esta palavra de Paulo é a grande conclusão do que devem fazer os gentios convertidos.

Considere. O gentio convertido deve levar em conta a totalidade do caráter divino. A tendência humana é enxergar apenas as atitudes de Deus que lhe favorecem.

A bondade e a severidade de Deus. Deus é bom porque quer que todos sejam salvos. Ele é severo, pois exige uma resposta correta de temor e de submissão à sua vontade.

Severidade para com aqueles que caíram. A salvação não é universal, e nem garantida para quem a recebe. Pode-se perdê-la. Deus não poupará os salvos que se exaltam e que se orgulham contra os outros.

Bondade para com você. A bondade aqui representa a graça salvadora de Deus.

Desde que permaneça na bondade dele. Garante-se a contínua bondade de Deus na vida pela permanência nela. Isto significa a fidelidade e a humildade de se submeter-se aos desígnios dele. Existe condições, portanto, ao recebimento da graça de Deus, tanto para entrar na sua salvação, como também para continuar nela.

De outra forma, você também será cortado. Paulo mantém aqui a figura de ser enxertado e cortado da oliveira cultivada. Esta representa o estado de comunhão com Deus pela graça. Se alguém não continuar fiel ao plano dele, perderá a sua posição junto com Deus.