RESUMO. Num dos capítulos mais sublimes de toda a Bíblia, na primeira parte aparece mais o Espírito Santo e, na segunda, Deus Pai. Paulo retrata o grande contraste entre o desespero de quem depende do princípio de lei para sua justificação (ver cap. 7) e a glória de quem depende de Cristo para tal, 8.1-17. Nos primeiros versos, Paulo menciona Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, indicando assim que estão unidos no propósito de justificar o ser humano.

O pecado teve efeitos devastadores em toda a criação, 8.18-25. Na redenção eterna da humanidade, haverá novos céus e nova terra para sua habitação. Na nossa fraqueza atual, o Espírito intercede por nós interpretando nossos gemidos inexprimíveis, 8.26-27.

O que Paulo menciona de passagem em 7.24-25 é agora desenvolvido com detalhes, 8.28-39. Ressalta a ação de Deus, 28, a dádiva de Deus, 32, a justificação de Deus, 33-34, e o amor vencedor de Deus, 35-39. Com Deus ao nosso lado, a nossa vitória é garantida.

O capítulo começa e termina com a frase: “em Cristo Jesus” vv. 1, 39. Tudo o que Deus faz acontece nesse âmbito. Devemos ter como interesse principal entrar e permanecer nele, e anunciar esta verdade a todos, para que façam o mesmo.

Comentário de 8.28

Sabemos. A vida em Cristo não é cercada por dúvidas, mas sim por certezas. A fé se fundamenta na promessa e no poder de Deus, manifestados ao longo da história e confirmados sempre como fidedignos.

Que Deus age. Nosso “propósito” é “proclamar as obras maravilhosas” de Deus, 1Pe 2.9 VFL, tanto o que ele já fez em Cristo para nossa redenção, 8.3, bem como o que continua fazendo no Espírito Santo (ver ao longo deste capítulo, como nos vv. 9-11, 16, 26-27). Deus não parou de trabalhar neste mundo nem nas nossas vidas.

Em todas as coisas. Nenhuma coisa escapa do controle dele. Deus é soberano e guia tudo para o fim por ele determinado. Mesmo as rebeliões humana e satânica são por ele usadas para realizar sua obra. Deus não torna as coisas ruins e más em coisas boas, mas ele age em todas elas para o bem.

Para o bem. Deus é bom e tudo o que faz é bom, Sl 119.68. Assim, ele age para o bem dos justos. Agora, quem define o bem é ele mesmo. Sua definição nem sempre combina com o conceito humano, então é preciso confiança nele para que ele possa produzir o bem em nós.

Daqueles que o amam. Deus produz o bem naqueles que cooperam com ele e que se submetem à sua vontade. Quem lhe resiste não poderá receber tal benefício. É marcante a descrição que Paulo faz aqui dos cristãos.

Dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Paulo assim reforça a descrição daqueles que recebem o bem da parte de Deus. O propósito de Deus é a salvação e a reprodução da sua imagem no ser humano, isso para possibilitar a comunhão entre ele e sua criatura. Ele nos chama a entrar no seu propósito para receber essa bênção.