RESUMO. Depois de uma saudação robusta, 1.1-7, e uma oração de gratidão pelos leitores, 1.8-10, Paulo declara seu desejo de visitar os cristãos na capital romana, 1.11-15. Ele anuncia o tema da carta em 1.16-17: o evangelho poderoso.

O apóstolo abre o panorama do estado perdido da humanidade, a partir dos gentios que recusaram o conhecimento mais básico que Deus revela, pela criação, 1.18-23. Com isso, o ser humano perverte a criação e acaba adorando-a no lugar do Criador, 1.24-27. Comete impureza sexual, degradando seu corpo, além de toda sorte de injustiça e maldade, 1.28-32.

COMENTÁRIO DE 1.16-17. Envergonhar. Como pode alguém ter vergonha do evangelho, considerando o que este realiza? Mesmo assim, alguns perante a oposição e o poderio humano pode sentir acanhado e deixar de anunciá-lo. Paulo não, ele está preparado para ir até o coração do império com o evangelho. Evangelho. Representa a mensagem da Boa Nova de Cristo para a salvação eterna do ser humano. Poder. Deus faz o que o ser humano não tem condições de fazer. Salvação. Deus oferece perdoar o homem dos seus pecados e assim restaurando-lhe à presença divina. Isso é feito pelo sangue de Jesus, que purifica de todo pecado. Crer. A fé resume, para Paulo, toda a resposta humana à bondade de Deus. Por isso a fé é necessária do princípio ao fim da vida. Primeiro do judeu. Israel foi criado por Deus para trazer Jesus ao mundo e a este povo foi apresentado primeiro a oportunidade de ser salvo. Mas logo em seguida foi oferecida a salvação aos gentios: depois do grego. Revelada. O evangelho é notícia, além do ato da crucificação. Justiça. Deus é justo ao declarar a justificação do homem por meio do seu Filho, pois a ira contra o pecado foi satisfeita na morte do Justo. O justo. O cristão agora é justificado por Cristo e vive como o Mestre, pela fidelidade ao seu Senhor. A citação que Paulo faz de Hc 2.4 aponta não somente a fé inicial mas a fidelidade, que também é tradução apropriada para pistis (ver NVI e nota no verso citado).