O irmão Mike Brooks, missionário em Nepal e Bangladesh, escreveu ontem: “Nossa tendência, muitas vezes, é enumerar todos os recursos que achamos que precisamos para realizar uma determinada tarefa. Depois, adiamos o início do nosso trabalho até reunir todos eles. Tal pensamento causa muitas tarefas urgentes a permanecer inacabadas”.

Ele tem toda a razão. Frequentemente, esta atitude se manifesta porque os santos têm uma mentalidade institucional, ao invés de pessoal. Estamos ainda influenciados pelas práticas denominacionais, tanto que nem temos noção. Prédios, clérigo, escolas, nomes, fundações e organizações. Chama-se infraestrutura e trabalhamos—ou, melhor, deixamos de trabalhar—sob a ilusão que não seja possível mexer um pauzinho sem ela.

Jesus não abriu uma escola. Seus discípulos não construíram prédios. Não havia no NT nenhuma organização à parte da igreja para fazer obras. A obra de Deus é enxuta, de propósito. Faz parte do projeto original. Igreja. Evangelismo. Ensino. Cuidado do povo santo. É isso.

Por que não podemos voltar a praticar tal simplicidade hoje? O que nos impede de fazer exatamente como fizeram no primeiro século? Talvez nossa falta de crescimento seja, pelo menos, em parte, por causa disso.

Não nos falta recursos, mas sim a renovação da nossa mente, para que encaremos a nossa missão com a plenitude do Espírito de Deus. Não nos falte nada, a não ser a confiança no plano de Deus e a palavra do Senhor Jesus Cristo.