Nos próximos dias, vamos fazer contagem regressiva das 10 palavras bíblicas mais mal usadas pelas pessoas.

Já escrevemos sobre a palavra “louvor”, então, essa fica por fora, mas não se esqueça do que já foi falado a respeito dela.

#10. Natureza. O termo existe no Novo Testamento, mas não se refere à criação como um todo. Geralmente, as pessoas o usam para falar do que Deus criou. O termo “natureza”, traduzindo mais frequente o termo grego phusis, este usado 14 vezes no Novo Testamento, se refere à qualidade ou característica de uma pessoa ou coisa.

Veja como várias versões usam o termo natureza: Almeida Revista e Atualizada, Edição Pastoral e TEB.

A respeito do termo “Criação”, diz o Dicionário bíblico sintético:

CRIAÇÃO. A data da criação não pode ser determinada. Gn 1.1 coloca o tempo na antigüidade remota e impenetrável. A Bíblia não tenta provar a existência de Deus, nem que todas as coisas foram criadas por ele; apenas afirma o fato Gn 1.1; Jo 1.1-3; Cl 1.15-17; He 1.10; 11.3. Os dias foram perío­ dos de 24 horas cada. Cada produto do poder divino foi terminado e colo­ cado em sua esfera no dia designado. A frase “a tarde e a manhã” ocorre seis vezes no primeiro relato da criação e só pode ser entendida em termos da frase acima. A ordem da criação foi: (a) luz, (b) firmamento, (c) ve­ getação (d) sol, lua e estrelas, (e) animais aquáticos e aves, (d) animais terrestres, homem e mulher. [ASJ] Do nada, Deus, a partir de uma palavra Sl 33.6-9, criou a terra e os céus. O universo foi criado por causa do ser hu­mano Gn 1.14-18. Este é o único que leva a imagem de Deus, a qual o sepa­ ra das demais criaturas. As coisas criadas são chamadas de “criação” e não “natureza”, como é o costume hodierno. A criação dá evidência da soberania e poder de Deus Jó 38-41; Rm 1.19-21.

E daí? Qual o problema de falar natureza para a criação? O último termo nos remete ao Criador, pois se é criado, Alguém tinha de criá-lo. Mas falar da natureza é falar daquilo que é, o que existe, sem referência à sua origem, perdendo assim a noção do motivo da sua existência e, por extensão, a nossa.