Na quinta-feira o chefe da Igreja Católica, Bento XVI, celebrou seu sexto aniversário como “papa” e, após um concerto na sua honra, falou do valor educacional da música, especialmente para os jovens.

É bem-vinda esta ênfase na capacidade da música da igreja educar aos ouvintes. O que faltou no discurso do chefe católico, porém, foi que esta capacidade vem por meio das letras, isto é, das palavras que comunicam verdades espirituais e bíblicas.

Exatamente é esta a ênfase que o Novo Testamento dá aos cânticos.

Falando entre vocês em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no seu coração (Ef 5.19).

A palavra de Cristo habite em vocês abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando e admoestando-se uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com gratidão em seu coração (Cl 3.16).

Quando se insere o instrumento no meio da música, além de fazer algo não autorizado pelo Senhor, a música deixa de ser canal de instrução e admoestação e torna-se manipuladora das emoções.

Por isso é que as igrejas do Senhor cantam com a voz, seguindo as explícitas instruções de Cristo e aproveitando o poder da música como mais um ato edificador nas reuniões dos santos.