de Randal Matheny

Começou um movimento no Reino Unido, que se espalha pela Espanha e Argentina, de declarar-se “desbatizado”. (Diferente do termo “desbatizar” em português, cuja acepção diz respeito ao nome da criança, significa repudiar o batismo que recebera.)

Para aderir-se ao movimento, as pessoas compram de um site ateísta na Internet um “Certificado de desbatismo”, para renunciar a religião escolhida para elas pelos seus pais, escolha essa representada pelo seu batismo.

A maioria dessas pessoas foi batizada enquanto criança, sem consciência do que estava fazendo.

O site argentino faz o protesto assim: “Não em meu nome”, referência às palavras usadas nos rituais católicos: “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28.19).

É saudável – e bíblico – assumir responsabilidade pelas próprias decisões e crenças. Pelo menos, isso pode-se tirar de positivo no movimento.

Há hora para rejeitar algum ensino recebido no passado e abandonar alguma prática passada para nós dos pais ou professores. Mas somente quando se descobre que a verdade é outra.

Pouco adianta trocar uma doutrina falsa por outra igualmente falsa.

Se a doutrina não importasse, poderia crer e praticar qualquer coisa. Mas a Bíblia apresenta a verdade:

“Todo que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus” (2João 9, AS21).

Quem não tem Deus, nada tem, em termos espirituais e eternos.

Mestres, ou professores, serão julgados “de forma mais severa”, lembra-nos Tiago (3.1). Isso porque está em jogo o destino eterno dos ouvintes.

Assim disse Paulo quando avisou Timóteo de tomar cuidado com o seu ensino, porque pela doutrina verdadeira, iria salvar a si próprio e os que o ouviam (1Timóteo 4.16).

É hora de assinar muitos certificados de desbatismo e abraçar, não o ateísmo, mas o verdadeiro ensinamento de Cristo.